Palavras do curador

 

 

DÉSIR DE FRANCE

A França e o Brasil são países privilegiados, pois, são lugares desejados por pessoas de todo mundo. Em 2015, a França foi o primeiro destino turístico mundial, com 85 milhões de visitantes. A imagem desses dois países constitui uma “riqueza” excepcional. Mas nada é totalmente certo: os impactos de uma atualidade cada vez mais angustiante podem afetar essa capacidade natural de seduzir e fazer sonhar.

O cinema tem um papel extraordinário na manutenção dessa imagem, pois sua magia consiste em alimentar ilusões sem se desconectar da realidade, facilitando a compreensão mútua e o diálogo. Por tudo isso, estamos particularmente orgulhosos em participar do festival Varilux, e manter a chama dessa bela imagem da França no Brasil.

A consolidação do cinema brasileiro nas telas internacionais é motivo de muita satisfação para nós: a seleção de Aquarius, do pernambucano Kleber Mendonça, em competição oficial no Festival de Cannes, é um belo exemplo disso. O sucesso de crítica e de público de Que horas ela volta e Casa Grande, na França, em 2015 reiteram essa firmação.

Foi o “desejo pela França” que permitiu que o festival Varilux se “desviasse” da crise e aumentasse de forma espetacular sua presença em 2016, apesar das sérias dificuldades de financiamento. Há muito tempo recebemos pedidos do público brasileiro que se queixava de não ter tempo para aproveitar uma seleção tão rica de filmes em uma única semana. Então propusemos aos cinemas duplicar a duração do festival! Eles aceitaram a aposta, e desde já, queremos agradecer muito essa confiança. Então, serão mais de 4.000 sessões de filmes franceses organizadas no país inteiro, ou seja, um acréscimo de 60% em relação a 2015! Se o público acompanhar essa tendência e aproveitar esse presente, o Varilux poderá ultrapassar 150.000 espectadores em 2016, tornando-se um dos festivais de cinema francês mais popular do mundo!

E foi o “desejo pelo Brasil” que nos permitiu contar mais uma vez com uma marcante delegação artística, formada por novos rostos do cinema francês atual, como Lou de Laâge (Agnus Dei), Virginie Efira (Um amor à altura), Finnegan Oldfield (Os cowboys) e Vincent Lacoste (Lolo, o filho da minha namorada), que acompanharão os “mais velhos”, o ator-diretor Roschdy Zem (Chocolate) e o cineasta Philippe Le Guay (Flórida).

O festival propõe inúmeras novidades para este ano. Graças ao apoio da Riofilme, será criada uma oficina de crítica cinematográfica, dirigida por Jean-Michel Frodon, ex-diretor dos famosos Cahiers du Cinéma e do caderno de cinema do Le Monde. Este ano, as oficinas de escrita de roteiros no Rio abordarão o tema comédia. E pela primeira vez, uma oficina de escrita será organizada em Recife, por iniciativa do Consulado da França e da Aliança Francesa local. E não podemos nos esquecer das inúmeras projeções gratuitas e sessões educativas propostas, no país inteiro, em torno do filme de animação Abril e o mundo extraordinário e da comédia O novato, que fala da pré-adolescência com uma percepção por vezes afetuosa e engraçada.

Queremos, então, agradecer aos fiéis parceiros que nos ajudaram a superar a crise e manter o ritmo de crescimento do festival: o Ministério da Cultura, a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, a Prefeitura do Rio e Riofilme, o grupo Essilor/Varilux, a Embaixada da França, as Alianças Francesas, Air France, Sofitel e todos os outros inúmeros apoiadores. E um agradecimento especial a todo público devotado e entusiasta do Festival e à equipe da Bonfilm.

 

Christian Boudier


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